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27.10.08

Umas coisas Estou partindo agora para Juiz de Fora, onde passo a semana dando uma oficina de crítica no Festival Primeiro Plano. Mando notícias de lá, e de lá, sobretudo, pretendo colocar aqui no blog um empenho que tem me faltado nos últimos tempos. Passadas as eleições, não é uma promessa de campanha que faço aqui: é mais um lembrete público de mim para mim mesmo, com vocês aí como testemunhas. Veremos, então.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 11:58 contato

O desenho Este gráfico com os resultados de Eduardo Paes e Gabeira em cada uma das zonas eleitorais do Rio, começando no subúrbio e terminando na Zona Sul, é a coisa mais interessante desta eleição. O desenho é lindo: eis ali a verdadeira cidade partida.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 03:12 contato

20.10.08

LA FEMME QUI REGARDE






Nastassja Kinski em O Fundo do Coração (Coppola/1982)

posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 09:32 contato

17.10.08

Aristocracia carioca O longo perfil que escrevi para a Revista Zé Pereira sobre o grande montador do cinema brasileiro, Severino Dadá, está finalmente publicado online, na íntegra. Quem não comprou a revista na época pode ler o troço aqui.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 08:04 contato

12.10.08

A gasolina, a margarina, a carolina, a sertralina "Reações adversas: pesadelos, agressividade, amnésia, apatia, delírio, depressão, depressão grave, euforia, alucinação, reação paranóica, planejamento e tentativa de suicídio, ranger de dentes, pensamentos anormais, histeria, sonambulismo e síndrome de abstinência".

Deveria haver um placar anexado à bula, onde se pudesse marcar a contagem de cada uma das reações (adivinha qual estaria ganhando? "ranger de dentes", disparado). Mas de todas as coisas que o remédio devia me curar e ele, na verdade, pode até agravar o quadro, a única que não perdôo são os "pensamentos anormais". Isso eu faço questão de continuar tendo. É, afinal de contas, o que separa os meninos dos homens [malucos].
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 03:44 contato

5.10.08

Dia de santinho Desde os 16 anos, quando tirei o título de eleitor, só votei uma vez: na primeira vitória do Lula, em 2002. Nesse intervalo de 8 anos, sempre estive fora do meu domicílio eleitoral nas outras eleições. Os primeiros turnos sempre acontecem durante o Festival do Rio, os segundos turnos durante a Mostra de São Paulo, e a democracia brasileira respeita a todos, menos a cinefilia desvairada. Em 2006 estava na Avenida Paulista pulando e enchendo a cara com cinqüenta mil petistas, enquanto o Lula e a tchurma dele estavam no palco em frente ao prédio da Gazeta. Mas foi justamente para assitir um filminho qualquer (digamos, um Manoel de Oliveira) ali embaixo, na sala do Reserva Cultural, que eu passei pelo barulho mais constante nestes meu anos de penetra na festa da democracia: andar pelo corredor de uma seção eleitoral que não é a minha, e ouvir o apito da maquininha de votar, confirmando candidatos que não são os meus. É uma sensação de civismo manchado, constrangido, quase como se eu fosse um militante nacionalista histórico ou neto do Ulysses Guimarães e estivesse traindo a luta de uma família. Dura só uns 2 segundos, ainda bem. Daí agora acabei de preencher minha folha de justificativa eleitoral, pela primeira vez em casa, via internet. Coisa tão simples, mas que me fez dar um sorriso do tipo "uau, isso está acontecendo no Brasil", como se fosse realmente algo muito significativo ou algum grande avanço na área da tecnologia. O sorriso durou até menos de 2 segundos, ainda bem.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 12:04 contato

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