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29.7.08Por ele mesmo Busco na estante o Introdução ao Cinema Brasileiro só pra confirmar a data em que foi escrito, uma informação que vai passar corriqueira por uma frase da monografia, e enquanto o folheio, descubro que meu exemplar é autografado pelo próprio Alex Viany - coisa que eu não sabia quando o comprei, nem muito menos o livreiro, uma vez que os sebos aproveitam livros autografados pra ganhar dinheiro em cima dos leitores com tendências museológico-necrofílicas. Mas, estranhamente, é um autógrafo "vivo", não só porque ilegível (reconheço que foi dedicado a um Reinaldo Varela, mas a mensagem carinhosa que se segue é indecifrável; reconheço também que foi assinado no Rio, em 14 de dezembro de 1987), mas porque a assinatura do Alex parece um daqueles rabiscos que os nossos velhos professores de matemática faziam nos quadros-negros: uma seta que faz duas curvas e termina num "V" (de Viany), mas que é graficamente como uma placa de sinalização, que aponta para a direita da primeira página, e em última instância, pra dentro do livro. Como se dissesse: "me procure aí dentro, porque é aí que estou".
28.7.08L'HOMME QUI REGARDE (II)
26.7.08Amar é... Você sabe que o troço é sério quando baixa o disco novo da Alanis Morissette, a essa altura do campeonato, só porque te afirmaram que a música tal "diz muito sobre nós dois".
24.7.08CONSERVAI, SENHOR, O MEU SENSO DE HUMOR!
Casa de Loucos: o blog oficial do Ary Fontoura, do Godard e das piadinhas neo-realistas que envolvem fluídos humanos.
23.7.08A Favorita As cenas mais tensas da novela até agora. Primeiro, Donatela (a mulher do Celulari) invade o apartamento de Silverinha, e descobre que ele está acobertando sua arqui-inimiga Flora (a mulher do Ciro). Confronto verbal dos fortes, Ary Fontoura em close irrespirável, à medida que despeja sua carga de verdades pra cima da mulherona, vai ficando vermelho e salivando de um jeito que faz a gente temer pela vida do ator. Cláudia Raia é Katherine Hepburn perto de Patrícia Pillar, cachos-loiros-que-riem-e-dissimulam. O tempo inteiro da cena, um segurança de Donatela fica no fundo do quadro, escondido pela sombra do apartamento escuro. Corta para Donatela indo pra casa do sogro e da sogra, denunciar a farsa de Silverinha. Corta para o suposto apartamento onde Flora vive (tudo uma armação, pra fazer a Cláudia Raia se ferrar), e aí dá-lhe Donatela quebrando a cara na tentativa de desmascarar a cachinhos-dourados, tudo isso sendo assistido de perto por três personagens: a filha de Flora, Laura (Mariana Ximenes, em chave sou-adolescente-problema), Dona Irene, a sogra-avó (a mulher do Tarcisão) e o segurança, que agora vemos, porque está na claridade, ainda que siga mudo, e fazendo cara de segurança. Ao leitor que não acompanha a novela: estas duas seqüências são simplesmente o resumo de toda a trama central, e a última, particularmente, tinha ali, contracenando, as quatro personagens mais importantes da novela inteira. As quatro, mais o segurança entra-mudo-e-sai-calado, que é interpretado por ninguém menos que Bertrand Duarte (o Superoutro em pessoa) - o que não deixa de significar que ele, no fundo, estava era cagando pra tudo aquilo.
Anedotário (IV) A embalagem diz: "iogurte desnatado sabor granola e frutas secas". Mas a embalagem também diz: "validade: 08 07 08", o que talvez explique o fato de que, antes das granolas e das frutas secas, o gosto seja de "coisa", simplesmente. Iogurte de coisa velha: meu almoço.
Anedotário (III) Os contatos com a espécie humana se reduziram aos ruídos que ela produz. Conversas ao telefone com minha mãe, os barulhos da vizinha de cima, que sempre chega do trabalho por volta das 20h, junto com o filho pequeno que resgata na creche, e é reconfortante ouvi-la brigando com o moleque para que ele tome banho "à sério" (como se isso fosse possível a um menino de, imagino, 4 anos de idade). Fora isso, o som da minha própria voz, que exercito de duas maneiras. Primeiro, cantando, geralmente durante o banho: uma seleção de músicas animadas, que coloco para tocar exatamente por assim o serem. Segundo, falando sozinho, sempre em inglês (o que, na minha cabeça, tira do ato de falar sozinho o aspecto de loucura patológica). Coisas sem nexo, ditas no caminho entre a cadeira do computador e a cafeteira sempre ligada: "Pocilga. Porcile, it's the original name. Porcile. Por-cile. Italians, nice accent. Pórr-tchí-lé. Poor Chile. Poor Chile, what a sad country. Well, not that poor. Is Pasolini in heaven or hell? Heaven, definetly: cutter angels. Angels must look like Pierre Clementi. Like Pierre Clementi in Porcile. Poor Chile...". Pronto, caneca de café cheia, de volta ao computador. Mas a madrugada é um espaço de silêncios, e para não maculá-lo, tiro do aparelho de som qualquer música com vocais. Baixei a coleção de 18 discos lançados pelo Bill Evans na Verve, e nem me importo com a ordem: botão direito sobre a pasta, "executar tudo". Os cinco primeiros discos são de estúdio, straight jazz, direto ao ponto. O sexto começa a tocar, mas eu nem sabia que era o sexto: tudo uma massa sonora só. São 3 da manhã, os olhos pesados, a cama implorando por companhia, e eu sei que só vou dormir quando terminar de escrever aquele subcapítulo. Silêncio, no hay banda: só a banda do Bill Evans, claro, mas são instrumentos, exclusivamente instrumentos. Vou à sala, pegar uma maçã, abro a geladeira, bebo água do gargalo. No quarto, um som insuspeito, som humano, cordas vocais de alguém que está aqui comigo e eu nem sabia. "Ok, Bill, let's do it again. Take 2". Ainda olhando para a geladeira, aquele efeito hipnótico da lâmpada sobre nosso olho, respondo, em voz alta, e agora em português: "não precisa, cara. O primeiro take foi perfeito". Mas os caras não me ouviram. Tocaram a música outra vez. E, olha, eles tinham razão: a segunda execução ficou melhor.
Anedotário (II) Os livros estão aí, as páginas no computador estão em branco, e não há tempo a perder. Com o catálogo da Mostra do Grupo Dziga Vertov aberto, lendo um parágrado importante, a vontade de mijar é cruel, implacável. Sigo com o catálogo aberto, na mão direita, lendo o tal parágrafo importante. "... quando o filme estava sendo exibido em Berkeley e San Francisco, alguns críticos fizeram objeções ao 'lixo visual', mencionando que Glauber Rocha supostamente teria criticado o filme por ser 'demasiadamente belo'". Os olhos não saem da página, nem por um segundo. A mão direita está ocupada, e a mão esquerda (a "mão-ruim") vai fazendo o trabalho a que nunca esteve realmente habilitada. Acende a luz do banheiro, resgata o aparelho mijatório no meio da cueca, exibe-o para a privada já aberta, e a natureza faz o resto sozinha. O parágrafo termina, "... Rocha lamenta que um artista tão talentoso como Godard (que ele compara a Bach e Michelangelo) não tenha mais fé na arte, procurando, em vez disso, 'destruí-la'", e finalmente posso tirar os olhos do livro - para então perceber que meu chinelo está pousado numa enorme poça de um líquido que não consigo identificar. Por um instante, penso em largar tudo e ir fazer qualquer outra coisa: porra, mijei no meu próprio pé. Mas não era isso, só a água da máquina de lavar, que tinha vazado sei lá por onde.
Anedotário (I) Três dias fechado em casa, as únicas saídas são para levar o lixo até o depósito do prédio (uma portinha que fica ao lado do elevador, no fim do corredor). Pensando nas conseqüências circulatórias de se passar tanto tempo vivendo num espaço curto de um quarto-e-sala, largo as sacolas de lixo na portinha e volto correndo em passos largos, um efeito-Pernalonga, digamos. Páro na minha porta, as luzes acesas por aqueles sensores de presença. Sinto o sangue correr pelas pernas. Por que não um segundo sprint? São 2 da manhã, e ninguém está vendo. Volto correndo até a lixeira do prédio e o elevador, dessa vez em passos curtos e elásticos, elevando os calcanhares até as nádegas (como no aquecimento que faço antes de jogar uma partida de basquete, por exemplo). Chego ao elevador - devem ser uns 25 metros de lá até aqui. Sinto as pernas vibrarem. Para retornar ao apartamento, e à vida monográfica, decido por um exercício mais relaxante. E os últimos metros desta caminhada noturna são dados no ritmo da marcha atlética: sem tirar os pés do chão, braços postos em ângulo de 90º, bunda malemolente, entre a mulata e a dançarina do ventre. Mas ninguém estava vendo.
22.7.08APENAS COMEÇAMOS
21.7.08PADRÃO GLOBO DE QUALIDADE
19.7.08The state that I'm in Mas apesar do verso aí ao lado, não é de Belle & Sebastian, mas do disco novo do Beck (puta disco, by the way) que este post vai sendo feito. Minha monografia anda a passos lentos (e absolutamente não poderia ser assim, uma vez que tenho alguns poucos dias para entregá-la). Mas a verdade é que o processo dos últimos meses tem sido uma redescoberta franca e emocionada do prazer em pensar sobre cinema. Depois de três anos mergulhado quase integralmente na insanidade produtiva - escrever, escrever e escrever -, esse passo para o lado - ler, ler, ler - surge como uma revelação mesmo. É isso que tem me feito enrolar tanto: os livros vão aparecendo nas minhas mãos, um trecho de um puxa um trecho de outro, a memória de algo lido anos atrás me faz retomar certos teóricos, eventualmente alguns filósofos, fatalmente um ou dois xamãs, em uma situação específica a Bíblia, e depois O Capital. Há esse grande mito citacional em torno da escritura acadêmica: é preciso reverberar suas idéias mais estapáfurdias em provas materiais, com autor, data e editora, de alguém que já disse algo parecido antes de você. Ou pelo menos, saber distorcer o pensamento alheio de forma a melhor justificar as tais estapafurdices (acho que criei um neologismo). E as frases ficam me varando feito dardos, e a cada uma delas, a sensação de que o que tenho a dizer talvez seja único. E certamente não é, nem único nem inédito. Mas foi preciso esse tempo todo (isso é um recado, sobretudo, para minha mãe, leitora desse blog e pessoa mais preocupada com minha formatura e futuro encaminhamento na vida), enfim, foi preciso esse tempo todo para que tudo isso se tornasse realmente meu. Hoje eu olho para o cartaz do Bang Bang pendurado em cima da minha cama e digo, de mim para mim mesmo: "essa porra é minha, me pertence inegavelmente, me transtorna e me transborda". Se o que eu vou escrever sobre o filme vai realmente dar conta desse sentimento de pertencimento, eu não sei. Mas foi preciso esse tempo, esse esforço e (novamente, desculpa mãe, mas foi inevitável) uma dose colossal de café e um cigarro (eu não fumo, mãe, juro; mas tinha um cigarro velho aqui em casa, e eu o acendi - cigarros normais me dão um barato muito maior que qualquer outro, talvez pelo meu histórico asmático), enfim, foi preciso isso tudo, e mais Modern Guilt e um texto muito bom e incrivelmente equivocado do José Carlos Avellar ("Vozes do Medo", publicado em 1986, que acabei de ler entre cafés, um cigarro e a indefectível geléia de morango caseira que eu faço, a quem minha monografia será dedicada) para que eu viesse aqui denunciar publicamente minha charlatanice e meu amor por isso que renovou minha fé no cinema: eu bebo essa imagens, e eventualmente as fumo, enrolandas numa seda emprestada por um amigo qualquer, mas estou finalmente entendendo o que significa lê-las. Depois de um tanto de livros, e o triplo de filmes, eu volto a acreditar na palavra, e que ela é um instrumento tão legítimo de aproximação do cinema quanto qualquer outro. Mais ainda, volto a acreditar que essas palavras tornam esse cinema mais meu, mais intransferivelmente meu, mesmo que realizado por um jovem ítalo-paulistano nos anos 70.
Saturday sun, came out in one morning Se estivesse vivo, Nick Drake hoje faria 60 anos. E seria um velhinho muito bacana.
17.7.08COMO NÃO AMÁ-LO?
15.7.08THE EMPTY BOAT
14.7.08My day, so far Acordei às 10h15 (porque o celular novo, que é lindo, leve, moderno, tira foto em sépia, é vibrador tanto de alerta quanto sexual e o caralho a quatro, também morre na bateria sem avisar - celular pra mim é despertador, antes de qualquer coisa). Demoro duas horas para começar a funcionar, então sempre acordo às 8h, para às 10h iniciar a vida. Sem despertador, hoje só 12h15 eu conseguiria chegar à terra onde habitam isso que comumente chamamos de "pessoas" [reparem no post abaixo, horário: 12h14 - one minute left to launch]. Pois fiz o que faço sempre: banho quente, a obsessão de limpar as orelhas com cotonete toda manhã, duas canecas de café, pão com geléia de morango e queijo minas, checar e-mails, ouvir os discos que deixei baixando na madrugada. 12h15 eu senti que estava pronto. Fui forrar a cama, e finalmente abrir a janela. Céu azul e sol, apesar desse frio do inverno carioca, que é inigualável. A culpa doméstica me fez adiar a chegada à vida por mais uns minutinhos: um dia bonito desses, uma vez que se more sozinho, não inspira grandes poemas parnasianos ou audições da trilha sonora de Hair aos pulos e berros; precisava aproveitar o sol para lavar roupa - e o pior, no quesito roupa: lavar lençóis brancos. Começo o ritual, dispor os lençóis na máquina, esticar a extensão elétrica, colocar mais amaciante que o fabricante diz que devo colocar, escolher um ciclo ("brancos encardidos", os lençóis e eu). E então algo que não acontecia comigo desde criança: fui ligar a tomada, pés descalços sobre o chão molhado, e tomei um choque muito (eu disse muito) forte. Xinguei em inglês, porque isso me faz sentir menos maluco. Olhei pro meu dedo, estava roxo-Prince. Pus a máquina pra funcionar, a água já caia lá dentro. Minhas mãos tremem normalmente, mas agora elas aproveitaram a carga elétrica para se jogar compulsivamente contra o ar como se duas britadeiras fossem. Aumentei o som: um disco antigo do Woody Guthrie (qual disco do Woody Guthrie não é antigo?). Baixei a tampa do computador, onde a página em branco da minha monografia me dizia "vem!". No sofá, decidi esperar a adrenalina do choque passar. Era 12h25. Apaguei. Acabo de acordar. O dedo já está na cor normal, as mãos voltaram a tremer do modo tradicional, o café passou 4 horas queimando na cafeteira, desce pela garganta com um sabor de merda. E levei bons 10 minutos pra lembrar de toda essa seqüência de eventos que acabei de narrar. Os lençóis estão pendurados no varal, e agora este branco encardido precisa trabalhar. Sem saber exatamente por onde esteve nas últimas horas. Meu dia, até agora.
Enquanto no café da manhã É incrível a quantidade de tempo que eu perco diariamente pensando em como economizar tempo.
Viva o cinema brasileiro Disputa cabeça-a-cabeça no e-mule: Vidas Secas começou igual, mas em uma hora de download, tinha mais de 200 fontes disponíveis, enquanto Tempo de Diligências, a cópia restaurada e com faixa de comentários, tinha pouco mais de 40. Foi um dos filmes mais rápidos que já baixei na vida e-múlica. Cinema Novo de volta à moda. Ou isso ou a molecada que estuda pro vestibular não quis encarar o Graciliano Ramos obrigatório pra prova, e deu uma burlada vendo o filme. É, aposto mais na hipótese da molecada.
10.7.08L'HOMME QUI REGARDE
9.7.08Repete como farsa Caiu na internet o roteiro rejeitado que Michael Bay escreveu para o Batman que está para estrear agora. Uau! Mesmo se tratando de uma sacanagem de algum nerd americano, poucas vezes eu vi um crítico de cinema ser tão preciso ao comentar o estilo michael-bayano de fazer filmes. É uma pérola.
8.7.08ANTOLOGIA DOS MEUS MELHORES MOMENTOS
Lógica chavista, kikesca e chiquinhistica Cada vez que um programa de televisão brasileiro faz uma matéria sobre os 50 anos da Bossa Nova, uma criança morre na China. Se há algum senso humanitário nas redações deste meu Brasil varonil, por favor, parem de matar criancinhas chinesas e suspendam já todo e qualquer material de arquivo que contenha violão, banquinho, gente morta quando jovem e referências a episódios pitorescos envolvendo João Gilberto e aparelhos de ar condicionado em teatros nova-iorquinos.
7.7.08Menos é mais Dica do Daniel Caetano: saiu ontem no caderno Mais da Folha de São Paulo uma crítica do Fernão Ramos sobre nosso livro Serras da Desordem (para assinantes do UOL ou da Folha, o acesso é livre).
5.7.08BRITNOEL SPEARS
4.7.08Vendredi soir Um amigo que há muito não vejo liga dizendo que descobriu um barzinho numa ladeira aqui do lado de casa, onde rola uma bandinha de jazz ao vivo. "Eles estão no intervalo, vem pra cá". É um ambiente pequeno, boteco em que os músicos mal cabem lá dentro, e a fila do banheiro se dá em frente à bateria (é de se pensar quantas vezes uma pessoa apertada não foi atingida sem querer pela baqueta do pobre músico). No centro daquilo que chamam de palco, diversos badulaques ostentam um retrato de Zé Bonitinho em Abismu, meu filme preferido do Mr. Sganzerlá. A banda deve ter um nome, mas eu nunca o saberei. Tocam jazz contemporâneo, algo entre um Sanseverino e um Andrew Bird na fase Thrills. A guitarra do sujeito é linda, a cerveja é cara, e o dono do bar, seu Nonô, se anuncia mal-humorado já no cardápio (algo que só se confirma uma vez que tente comprar uma cerveja no balcão com ele). E então, entre acordes e trovoadas, começa a chover, e muito. Vou pra casa ensopado, o All-Star fazendo aquele barulhinho de cama-velha-enquanto-se-transa-sobre-ela. Ah, o Rio de Janeiro. Ah, este bairro deliciosamente decadente da Glória: o Montmartre carioca.
OH, OS TEMPOS, ELES ESTÃO MUDANDO
1.7.08Bis Terça-feira à noite, fria como o diabo. Uma taça de cabernet franc, um livro do Serge Daney, Maiden Voyage, obra-prima de 1965 do Herbie Hancock e os pés enrolados no cobertor. Sentirei saudades desse espírito acadêmico.
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