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30.4.08E ENTÃO VEIO A ONDA...
29.4.08Mas cuidado, a brincadeira pode causar... O sujeito acorda no dia seguinte a um porre de muita cerveja e aquela cachaça especial que seu pai lhe deu de presente, e que ele levou para a casa dos amigos num cantilzinho de metal feito aqueles dos filmes. Chegou em casa sem saber como, dormiu sem saber que horas, acordou sem lembrar quem era. Com 5 minutos de olhos abertos, até já consegue recordar o nome, o lugar em que está, quem são aquelas pessoas que lhe dão "bom dia" e insistem que tome bastante água. Mas o diabo é que, depois de muito se questionar, é só lá pelas 2 horas da tarde que finalmente consegue explicar aquela dor absurda que sente nas dobras dos dedos da mão direita, que estão completamente roxas e inchadas: tocava-se um sambinha na festa do dia anterior, e o sujeito embriagado inventou de tocar o tamborim in natura, sem baqueta, só com a mão. Ah, tá.
26.4.08The later parade Essas paixões novas e arrebatadores costumam te fazer querer ser uma pessoa melhor. Ou, diante da impossibilidade de sê-lo (no meu caso), pelo menos ter cuecas melhores.
25.4.08Hoje, em A Gazeta Saiu uma críticazinha minha sobre o Chega de Saudade, que estréia aqui no Espírito Santo só agora. Mas a felicidade maior foi dividir o mesmo Caderno Dois com a notícia da seleção de Areia, obra-prima em curta-metragem do queridíssimo Caetano Gotardo, para abrir a Semana da Crítica do próximo Festival de Cannes. Anotem aí o nome dessa cara, porque ele ainda fará grandes coisas no cinema. E nem é uma aposta, é uma certeza.
24.4.08A grande armadura negra Pior que um amor de verão é um amor de fim de verão. É quando se prova, cientificamente, que um dia (de ausência) pode durar uma eternidade. O resto é entregar na mão de Deus, que graças a Ele próprio, criou os cheiros que permanecem na roupa e as mensagens de texto via celular.
The Wonder Years, Days and Nights Sempre o pego na saída do trabalho, por volta das sete. Ele chega cansado, mas é só sorrisos quando entra no carro. Vamos pro alto de um morro, com vista para o mar, a lua, e a cidade toda que cresce luminosa do outro lado da baía. Faróis apagados, namorando no carro, ouvindo música baixinho, trocando carinhos, como nos filmes americanos.
23.4.08Revoluções por minuto Acordei ontem de manhã com "The Greatest", da Cat Power, na cabeça. Música na linha desta "Pretty (Ugly Before)" aí embaixo, um suporte emocional que tipos como eu sempre recusaram, até o momento em que os anti-depressivos te fazem experimentar sensações que tu nem sabia possíveis antes, inclusive aquela de usar música como remédio adicional no tratamento. "Uma vez eu achei que poderia ser o máximo, nenhum vento ou queda d'água poderia me segurar, mas então veio a força da correnteza, estrelas da noite se transformando em poeira". O sujeito ouve isso e pensa: bah, será que meu analista andou conversando sobre meu caso com a Cat Power? Sabe, o tipo de frivolidade que eu nunca me permiti, mas que agora parece fazer tanto sentido. E então o que foi se estabelecendo ao longo do dia como o testamento involuntário dessa fortaleza que se descobre vulnerabilíssima acaba, durante a noite, se transformando na música-tema da relação mais saudável que inicio em anos. "The Greatest", quem diria, é também a trilha sonora perfeita para as três horas em que eu recebi os melhores beijos da minha vida.
21.4.08Voltamos No começo deste blog, cinco anos atrás, tinha prometido pra mim mesmo - um tanto de brincadeira, é verdade - que o dia que minha presença numa Casa de Loucos se tornasse real, essa Casa virtual deixaria de existir. Verdade que o dia chegou, umas semanas atrás, mas abandonar isso aqui me parece um despropósito (ou, pelo menos, é o que me fez crer meu médico). Assim, voltamos. Cheios de assuntos, cheios de remédios, e com um pouco menos de meninice.
7.4.08
5.4.08A DOÇURA É SENHORA, DESDE QUE O SAMBA É SAMBA É ASSIM
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