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22.3.08

Dans la route Em algum lugar entre o Rio de Janeiro e Vitória, às duas e meia da madrugada de hoje, um cachorro cheirou a minha mala. E quisera eu estar falando em metáforas aqui, meus caros.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 12:23 contato

21.3.08

Summerday 3 da tarde de um feriado, a Praça XV deserta, até que cheguem alguns ônibus de viagem, trazendo turistas que caíram na história da comemoração dos 200 anos de chegada da Família Real por aqui. Vão tirar fotos do Paço Imperial, da Igreja, da estátua de D. Pedro em seu cavalo, e vão embora. Eu fico por ali, pra rever Senhores do Crime numa tela bem menor que o filme merece (mas que ainda assim não consegue diminuir sua grandeza). Na saída, o sol se pondo, as ruas desertas, e o compromisso de pegar outro filme às 6, lá no Catete. Parto à pé, e como me sobra tempo, pego o caminho mais longo, via Aterro do Flamengo. O centro do Rio em dia de feriado me lembra sempre Bang Bang. As ruas largas, os prédios formando um corredor, e os diversos cruzamentos: posso ver um sujeito andando à deriva por ali, até que encontre seu jipe estacionado, e uma equipe de cinema atrás dele, montada num carro, brincando de travelling. Parte fundamental da minha experiência urbana nos últimos seis meses, sigo andando e cantando alto Emily, da Joanna Newsom, que a essa altura já sei de cor (12 minutos é o tempo da música, e o tempo exato entre o cineminha do Paço e o MAM). O dia era daqueles que nos obrigam à conformação com a nossa pequenez (física, até: nada menos que dois arco-íris saindo detrás dos letreiros antigos da Vasp no Santos Dumont). A praia está lotada, e ali bate água da Baía da Guanabara, mas o pessoal não parece se importar muito com isso. Na hora de atravessar o Aterro e finalmente chegar no cineminha do Museu da República, faltando ainda meia hora pra começar a sessão, fico observando uma molecada jogar basquete. Meia hora de folga, e pelo menos 5 anos de diferença entre mim e o menino mais velho em quadra, e achei que poderia dar uma suadinha rápida antes do filme do Honoré. Entrei no time de fora, mas quando chegou a minha vez, já não eram mais meninos. Com a marmanjada toda preparada e eu de sandália (jogar descalço no chão quente dá essa bolha que tenho agora no dedão do pé), blusa de botão, bermuda grossa, celular e mp3player no bolso, fui na raça - e na pura falta de senso. Toda vez que o pé ameaçava doer, eu pegava a bola, partia pra dentro y ya está, balón al cesto. Um masoquismo de ocasião, mas provavelmente é disso que são feitos os cestinhas de ocasião. Jogo três partidas seguidas de 25 pontos (todas elas indo pro desempate de mais 10 pontos). Tudo bem que eu acertava minhas bolinhas, mas o cara mais alto da quadra tava no meu time, e ainda que fosse um pivô pouco treinado, ninguém ganhava dele no garrafão. Camisa ensopada, e a essa altura eu só queria conseguir andar de volta pra casa sem precisar tomar um táxi, ou uma ambulância. Perdemos uma, finalmente, depois de uma hora e meia direto. Essas reuniões em quadra pública são sempre maneiras, um bando de gente de quem nem desconfio a existência diária, mas que ali formam um grupo que reconheço desde que comecei a jogar basquete, ainda moleque. Sempre tem um branquinho muito mais baixo que a média (hoje eram dois), um negão com filho e/ou sobrinho, pivôs de boné para trás, uma bicha, uns moleques magrelos de óculos, dois ou três perebas esforçados, um pereba arrogante, que sabe que está estragando um time mas insiste em ficar (geralmente essa é o dono da bola), caras de topete com gel que combinam o calção com a cor do tênis, além da criançada que fica em volta assistindo. E, de agora em diante, toda sexta e sábado a partir das 5 da tarde, deve ter eu também. De tênis verde escuro. E uma bermuda meio musgo. Tom sobre tom, né.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 20:40 contato

Feriadão Geral já preparando o churrascão na laje, a cerveja gelando no tonel de plástico azul, as crianças preocupadas que o ovo só chega no domingo, mas o mundo não pode parar, né? Então deixa um estagiário na redação da Globo.com cobrindo o feriado da galera. Melhor: deixa ele lá sem um editor por perto, e diz que ele tem uma cota de 20 matérias para postar no site antes do meio-dia. E, pra melhorar, diz que ele vai ficar de olho do BBB, e que cada espiadinha precisa virar uma manchete - manchete chamativa, bem entendido, porque tá cheio de gente querendo saber o que anda acontecendo na casa mais pede pra morrer vigiada do Brasil.


Estagiários, go home
(aqui)

posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 10:57 contato

AGORA A POUCO, NO INTERCINE


River tocando guitarra, feelin' the beat


Nunca vi Conta Comigo na versão original. A dublagem acaba sendo parte tão presente na memória quanto o filme em si (em algum momento, o Corey Feldman diz: "catapimba!"). Aquele mesmo som abafado, anulação total do ambiente em nome das vozes, sempre ocas e anasaladas. O gordinho (que enterra a garrafa com níqueis) tem a mesma voz do filho dos Jetsons, a do River Phoenix é a mesma do Seiya de Cavaleiros do Zodíaco - e que significados obscuros o garoto de 8 anos que eu um dia fui tirava disso.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 02:47 contato

19.3.08

Deu a lógica Num paredão de cartas marcadas, onde só se completa um programa de uma hora se 15 minutos dela forem dedicados às saudades do Dr. Marcelo (casal preferido de Boninho/Bial no BBB8: Rafinha e Marcelo, obviamente), em que todo esforço de edição é para tentar desfibrilar participantes pra-lá-de-Marrakesh, num paredão desses deu a lógica: quando rolou a eliminação do Juninho Play, eu cochilava gostosamente, sem culpa nenhuma.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 00:23 contato

18.3.08

Stand-up Um pereba. Esforçado, bom de corrida, boa visão do jogo, passes bem colocados, chutes de média potência no mais das vezes certeiros, mas ainda assim um pereba. Mas é na beira da quadra, tomando uma água enquanto os amigos ainda se esfalfam para tentar vencer uma pelada contra um pessoal especialista (Cinema 2 x 42 Educação Física, em uma hora de jogo), enfim, é na beira da quadra, comentando todos os lances com aquele sarcasmo peculiar e sempre inteligente, é ali que eu tenho mais certeza que sou engraçado pracaráleo. O que, como bem diz um amigo capixaba, é típico de quem foi uma criança gorda.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 20:39 contato

I'll gamble away my fright O pior de noites de insônia como esta, em que mesmo o fato de precisar acordar às 7 da manhã não consegue me fazer parar de ouvir Beirut, ver Beirut, cantar Beirut, enfim, o pior de noites de insônia como esta é que não existe nem um pingo de álcool na casa. Daí não resta muito a fazer se não fumar um Lucky Strike que sobrou do último show de rock, com um copo de meio litro de suco de maracujá bem forte, e ficar na janela sentindo a brisa quase fria que bate aqui no pé de Santa Teresa, olhando a cachoeira que se forma na caixa d'água transbordante do prédio vizinho.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 03:15 contato

15.3.08

Das coisas que se faz sem embaraço quando se mora sozinho Estamos a uma semana do show do Bob Dylan, e ainda não me sinto capaz de falar sobre as coisas que por lá eu vi e ouvi. Mas o que melhorou muito neste intervalo foi a minha imitação da voz do cara. Domingo passado eu não conseguia passar dos primeiros três versos de "Thunder on the Mountain" sem que a garganta começasse a doer like a bitch. Agora já estou cantando a música inteira com a voz rouca, as entonações bizarras, a mudança tonal de certas palavras, fica bem parecido. Mas fico sem falar pelas próximas 2 horas e poucas sempre que arrisco minha performance diante do espelho. Sim, o vidro de desodorante spray é meu simulacro de microfone.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 14:57 contato

Uma verdade Se a palavra "she" fosse abolida da língua inglesa, sob pena de morte caso fosse utilizada, 86% das bandas indies do mundo simplesmente desapareceriam.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 14:52 contato

13.3.08

Da arte de dar notícias com a bunda Na chamada da matéria sobre o escândalo sexual em Nova York, Fátima Bernardes se refere à prostituta como "a jovem contratada a peso de ouro pelo governador". Ora, Fátima, tá reclamando do preço? É uma crítica à mercantilização abusiva da profissão mais antiga do mundo? No seu tempo se cobrava mais barato?

Aliás, todo escândalo sexual que se preze tinha que ter um desfecho desse: as imagens da puta finalmente vêm à tona, e descobre-se que ela é linda. "Ah, vou culpar o cara por ter pago 4 mil por uma noite? Hell, I would've paid much more than that", dirá o juiz da Suprema Corte, de si para si mesmo, quando estiver julgando o caso. Se a puta é estonteante, novinha, e ainda por cima inteligente, diminui sensivelmente a vergonha da mulher do sujeito, que tem que ficar ao lado dele enquanto assume a cachorrada publicamente. "De graça, eu sou o melhor que você consegue, babe. Mais que isso só pagando", disse a esposa do governador, de si para si mesma, enquanto os flashes registravam sua cornualha. Quando a puta é linda, tudo termina bem. Fica aí a dica, Bill.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 21:01 contato

12.3.08

Cry for help A coisa de que mais me ressinto, vivendo aqui no Rio, é não ter amigos indies. Acho quem me acompanhe no show do Bob Dylan, meia dúzia no show da Elza Soares, mas Interpol que é bom, necas. Então se algum leitor também for sozinho ao show de amanhã, na Fundição, não vá mais: procure-me, fale-me, que eu te escuto. Até pago uma cerveja na after-party!
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 01:37 contato

Repete como farsa Choveu agora no Rio, coisa que não acontecia há semanas, mas já passou. Sempre que começa a chover eu corro para o computador: o barulho da chuva me faz automaticamente voltar a escrever, desemperrar velhos textos parados, ter idéias. Como a chuva, o ímpeto da escritura também já passou. A tela branca, fecha o Word, vai fechar todas as janelas, desligar essa merda e ir dormir... Mas aí Intuition me vem à cabeça. Há uns seis meses não escuto o disco da Feist, e pelo menos a um ano parei de usar essa música como remédio. Não era um mal-estar particular, nenhuma queixa, nenhuma plataforma para a auto-imolação - as coisas, quem diria, estão até bem. "And it came a heat wave...", e essas ondas não se controlam nem se prevêem. Então estou aqui, ouvindo Intuition, com o botão de repetição ligado. Olhos mareados, tremores, voz trêmula balbuciando a letra, o pacote todo. Falta um botão de repetir em mim.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 01:14 contato

THE WORD IS OUT

Queria saber quem é que coloca essas coisas no IMDB.


posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 01:00 contato

11.3.08

Palavras de um diabético voluntário diante de uma noite de excessos Não há nada mais doce que o beijo de uma mulher.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 04:14 contato

10.3.08

LETRAS VADIAS

Em outubro passado dirigi e protagonizei meu segundo filme, cujo nome é esse aí de cima. É a história do Jack, um músico folk que abandona a turnê européia de seu último disco e volta fugido para os Estados Unidos. Numa noite, ele entra numa festa onde não conhece ninguém, e acaba encontrando uma mulher, a Lily, com quem atravessa a madrugada inteira, falando da vida. Preto-e-branco e todo falado em inglês, o filme só deve ficar pronto em julho, mas em breve já colocarei um teaser-trailer dele no YouTube. Até lá, algumas poucas fotos das filmagens.


Eu, ainda vestido de diretor, e minha atriz Isabella Masiero


Sérgio Scliar, o homem do som, ajeita um microfone ali embaixo


Agora já vestido de Jack


Lucas Barbi, grande fotógrafo, prepara a câmera para um plano em 360º


Uma cena do filme


Última seqüência do filme, pequeno circo armado num domingo de manhã na Praia de Ipanema

posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 17:10 contato

9.3.08

Mistérios do planeta Replay de gol em transmissão de rádio. Hein?
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 19:06 contato

6.3.08

15 minutos Uma da tarde, em plena Cinelândia 39 graus à sombra. Aquele repórter que faz as chamadas do BBB nos intervalos da programação se prepara pra gravar no meio do povo. Do meu lado, um grupo de cinco moleques, recém-saídos da escola, ainda de uniforme e mochilas, combina como fazer aquela dançinha do Pânico na TV para a câmera. O repórter se posiciona, o produtor diz "gravando!", lá se vão os moleques, e eu tive que me segurar pra não ir junto.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 15:41 contato

5.3.08

PTA Sempre que a coisa por aqui ameaça degringolar de vez, eu me lembro da minha primeira paixão, a primeira namoradinha, vizinha de frente na casa da infância, que não vejo há uns dez anos. Penso em voltar à minha antiga rua, chamá-la pra jantar, continuar aquele beijo interrompido em 1995, pedi-la em casamento, ter finalmente os filhos que eu planejava nas cartas que escrevia pra ela depois do recreio (era um tempo de cartas, aquele). Que a memória afetiva não seja tão traiçoeira quanto a memória cinéfila. Ou pelo menos que ela não mereça hoje a decepção do reencontro com Magnólia, que acabo de rever. Entenda: até hoje, só tinha visto este filme uma única vez, na época do lançamento nos cinemas. Eu apenas começava nessa brincadeira de cinefilia, tendo passado os dois anos anteriores me educando com o que o extinto Telecine me trazia (estão aqui, na prateleira acima da minha cabeça, as dúzias de fitas de vídeo em que gravei retrospectivas do Jean Renoir, do Max Ophüls, do Rossellini, os primeiros John Ford, Preminger, Hawks). Meu tempo se dividia entre os filmes do canal e aqueles que eu garimpava na Jack Vídeo, locadora que colocava as velharias para aluguel por apenas 1 real - e tome fitas duplas de Era Uma Vez na América, 1900, Apocalypse Now, ou empoeirados Uma Simples Formalidade, Nascido para Matar e O Ovo da Serpente. Volta Redonda só pegava a rebarba do circuito comercial, e ver Magnólia na tela grande correspondia à grande revelação de um "cinema contemporâneo" a que eu simplesmente não tinha acesso. Ontem já tinha revisto Embriagado de Amor, de que continuo gostando, muito menos apaixonadamente que cinco anos atrás. Mas tive vergonha de Magnólia. Um filme que perde 5 minutos mostrando os protagonistas dublando uma canção da Aimée Mann, no mais surrado estilo videoclipe-dos-anos-90 e, pior, leva isso à sério, não pode ser menos que vergonhoso. O olhar sobre as relações humanas é de um primarismo atroz (não me lembrava que o menininho gênio do filme se mijava durante o programa de tevê: Deus do céu). É claramente um caso de filme desesperado por um estilo, e que não consegue viver essa busca senão filmando-a, o que me parece muito honesto até: na mão de um montador impiedoso, o filme talvez até melhorasse, mas é preciso aceitar o pacote todo, é preciso entender que o cara precisa filmar os bastidores do programa de tevê com longos planos-seqüências altmanianos porque ele sinceramente acreditava, àquela altura, que esta era a maneira certa de fazê-lo - o que não o impede de contradizer sua convicção anterior daí a cinquenta minutos, quando finalmente se dá conta que é possível decupar no interior da cena. O que, evidentemente, não retira do filme o enfado monumental que ele me provoca. E o pior: continuo achando a chuva de sapos uma das grandes idéias que vi no cinema dos últimos anos, terror crescente e mudo, muito bem filmado, única vez que a ligação entre as histórias paralelas não parece trabalho de fórceps. Sobretudo porque ela representa toda a maleabilidade de significados que o resto do filme todo nega peremptoriamente. De quantas seqüências do cinema, hoje, podemos falar com certeza que caberiam perfeitamente tanto num filme de Apichatpong Weerasethakul quanto num de George Romero? Pena que o resto todo é um atoleiro só. Algo que começa nessa seqüência aí desemboca no Barry Egan de Embriagado de Amor e depois explode em Sangue Negro. Este sim um grande filme. Mas será? São só duas semanas desde que o vi pela primeira vez, e agora já temo até pela traição de minha memória recente.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 04:36 contato

47% Existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que gostam do Marcelo e aquelas que não gostam do Marcelo. Eu, mais que isso, me identifico. Não com o falatório, nem com os olhares esbugalhados e francamente psicóticos, nem com a chatice absoluta e indiscriminada. Como meu BBB favorito (por quem perdi, ontem, meia hora na internet votando sucessivamente na Juliana), também tenho o péssimo hábito de não fazer nenhuma questão de ser simpático com gente besta. Era essa, aliás, minha primeiríssima resolução de ano-novo, mas estou descumprindo clamorosamente a promessa feita comigo mesmo. Menos mal que eu não tenho aquele sotaque.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 03:54 contato

2.3.08

Herbert Richers Provavelmente era um dia de muito trânsito, algum acidente terrível devia ter parado o Rio de Janeiro. Ou talvez não, só um despertador sem pilha, um galo que não cantou. O fato é que no dia em que foram fazer a dublagem brasileira de O Leopardo (visto ontem, no Corujão), a voz do Burt Lancaster simplesmente não chegou a tempo do início dos trabalhos. Fazer o que? "Chama o rapaz que vai dublar o Alain Delon! Ele só entra daqui a uma meia hora, no filme, ninguém vai perceber". Então termina a reza da primeira seqüência, e vemos o imponentíssimo Príncipe Salina se aproximar do padre, que veio lhe trazer uma péssima notícia, e quando o ouvimos finalmente exercer verbalmente seu poder já evidente, bam!, Lancaster está com a voz jovial, quase cômica, de um sujeito de pelo menos 30 anos menos que ele. O dublador verdadeiro deve ter chegado logo, e já na seqüência seguinte o príncipe está com uma voz um pouco mais digna. A preocupação agora seria com o pobre do Alain Delon, que entra em cena falando no mesmo tom, nem disfarçar o sujeito disfarçou. E, já na metade do filme, tentando arduamente me lembrar de onde eu conhecia aquela voz, que me soava tão familiar, tão próxima, bam!, é a voz do Steve Martin. Por 5 minutos, nesta madrugada, Steve Martin esteve (mesmo que por tabela) protagonizando duplamente um filme do Luchino Visconti. Que honra.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 02:16 contato

1.3.08

Bula Parei voluntariamente de tomar o tal Oncadil, o tipo de coisa que só se faz antes que as drogas controladas te mostrem que pills are the boy's bestfriends. Sorte minha que eu tinha baixado a última temporada completa de Gilmore Girls. 22 episódios em 5 dias. Acabei de assistir o último - derradeiro mesmo, a série acabou, a fila andou, e tal. Aos prantos, é claro.
posted by RODRIGO DE OLIVEIRA 03:23 contato

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